Luiz Salgado Klaes nasceu em 25 de agosto de 1942, no Rio de Janeiro, e é escoteiro desde 1959, ou seja, mais de 65 anos dedicados ao Movimento Escoteiro, especialmente em Santa Catarina.[1]
Klaes possui uma extensa lista de funções que já exerceu no Movimento Escoteiro como, por exemplo, membro da Comissão Nacional de Crescimento, Comissão Fiscal Nacional, da Comissão Nacional de Relações Internacionais e também participações em três Jamborees Mundiais (Holanda 1995, Chile 1999 e Inglaterra 2007).
Formação
- 1969 - Graduação em Bacharel Em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Catarina
- 1971 - Graduação em Bacharel Em Ciências da Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina
- 1983 - Mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal de Santa Catarina
- 2004 - Doutorado em Engenharia Industrial pela Universidade Federal de Santa Catarina.
O professor Klaes entrou na UFSC no ano de 1966, quando tinha pouco mais de 20 anos, para trabalhar como técnico-administrativo. Enquanto trabalhava foi estudando e logo se formou em Economia. A partir daí, ele e outros colegas que haviam terminado o curso superior começaram uma batalha para subir na carreira. Naquele tempo as regras eram outras e não havia qualquer plano para isso. Depois de muitas idas e vindas junto à reitoria, os trabalhadores formados conseguiram passar para a categoria de professor e foi assim que Klaes começou a dar aula no Departamento de Economia em 1972.
Ali não ficou mais de um ano passando a formar o quadro do Departamento de Administração e desde aí segue dando aulas e vivendo a UFSC.
O tema de estudos ao qual ele dedicou uma vida é o cooperativismo. Teve sua primeira experiência numa cooperativa quando era ainda estudante de graduação e foi trabalhar numa Cooperativa de Trabalhadores de Cana de Açúcar, em São João batista. Depois disso não saiu mais desse espaço. Sendo, inclusive, hoje, diretor de uma Cooperativa de Crédito.
Na sua caminhada de estudos sobre o cooperativismo Klaes passou um tempo na Alemanha observando a realidade daquele país. “Lá é bem diferente. Há cooperativa para tudo, até para moradia e eles tampouco juntam produtos. É uma cooperativa para cada produto”. O professor também esteve em Turim, na Organização Internacional do Trabalho (OIT), igualmente estudando o assunto. E ainda passou pela Espanha e pela Áustria, sempre nesse tema. Ao longo da vida amealhou grande conhecimento acerca do cooperativismo e é justamente por isso que hoje segue atuando nesta área, seja no ensino ou na vida profissional.
Klaes se aposentou em 2012, mas vê a docência como uma grande paixão e não conseguiu ficar fora da UFSC decidindo então ficar como professor voluntário. Tem contrato até o ano 2024.[2]
Vida Profissional
- Atualmente é professor colaborador da Universidade Federal de Santa Catarina.
- Professor pesquisador da Fundação Universidade Alto Vale do Rio do Peixe.
- Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Cooperativismo, atuando principalmente nos seguintes temas: administração, cooperativismo, educação a distância, administração de cooperativas e recursos humanos.
- Tesoureiro Comissao executiva da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra - Delegacia Santa Catarina.
Escotismo
Tesoureiro da comissão executiva do Grupo Escoteiro do Ar Major Brigadeiro do Ar Alberto Bins Neto e tesoureiro da comissão executiva.
Klaes possui uma extensa lista de funções que já exerceu no Movimento Escoteiro como, por exemplo:
- Membro da Comissão Nacional de Crescimento,
- Comissão Fiscal Nacional,
- Comissão Nacional de Relações Internacionais e também participações em
Eventos Internacionais
- 1995 Jamborees Mundial da Holanda
- 1999 Jamboree Mundial do Chile
- 2007 Jamboree Mundial da Inglaterra
Colecionador
Além de diversas histórias colecionadas durante participações em eventos regionais e nacionais, Luiz Salgado Klaes possui valiosos documentos históricos e guarda muito da história do escotismo catarinense e brasileiro, principalmente itens que preserva com muito carinho em sua casa.[1]
“Eu colecionava selo, caixa de fósforo dos anos 50 e 60, lápis e foi com o tempo que descobri que era possível ter coleção de cartão telefônico, lenços, distintivos e moedas comemorativas, por exemplo”, conta.
Apesar do carinho por juntar itens históricos ao longo da sua vida, ele revela que não guarda o seu primeiro lenço escoteiro, mas que aprendeu a visualizar o valor histórico dos itens.
“Meu início da pesquisa pelo movimento escoteiro catarinense começou em 1980 quando comecei a juntar e classificar coisas. Eu observava que muitas coisas eram descartadas, mas percebia que não era possível e pedia para levar para casa. Hoje, eu tenho um acervo que provavelmente tem alguma finalidade. Passei do selo do calol, distintivos, não sou de guardar muitos lenços, mas tenho alguns. Assim como moedas comemorativas, em circulação de outros países e também de acampamentos”, destaca.
Publicações
2022 - "O Céu Está Caindo!" - 110 anos de história do escotismo em Santa Catarina.
Tapir de Prata
Agraciado com o Tapir de Prata em 2020, mais alta Comenda dos Escoteiros do Brasil.