Padre João Fagundes Hauck nascido em 09 de julho de 1922 na cidade de Santos Dumont/MG, em 1927 perdeu seus pais, João Hauck e Adalzgiza Fagundes Hauck, de febre Tifóide.

Há 35 anos, Padre João residia na Comunidade Redentorista da Igreja da Glória. Foi sepultado, no Jardim da Ressurreição do Cemitério da Glória em Juiz de Fora, no final da manhã do dia. Falecido em 29/05/2009 no Hospital Doutor João Felício, em Juiz de Fora, aos 86 anos de idade.

Familia

Teve quatro irmãos: Rafael, Celso, Oswaldo e Nilton (também padre Redentorista) que já faleceram e uma irmã, Adalgiza. Quando ficou órfão, foi enviado para Juiz de Fora e criado por Dona Antônia. Como tudo em sua história de vida, seus estudos também começaram muito cedo.

Aos cinco anos já frequentava o Grupo Escolar Antônio Carlos Mariano Procópio, em Juiz de Fora, e o catecismo com o Pe. Adriano Wiengant. Aos 10 anos foi para o Juvenato de Congonhas. Pensava em estudar medicina, mas no fim do 4º ano, tanto insistiu o catequista

Sacerdócio

Pe. Adriano em ter alguém que o sucedesse, que aceitou ser padre. Em 1939, fez o noviciado na Igreja de Nossa Senhora da Glória.

Em 1940, em Tietê, SP, concluiu os cursos de Filosofia e Teologia e, em 1945, veio para se estabelecer no Seminário da Floresta, Juiz de Fora, ainda em construção.

 Em 5 de agosto de 1945, foi ordenado, na Igreja da Glória, por Dom Justino José de Santana, então Bispo de Juiz de Fora.

 De 1946 a 1950, foi professor no Seminário Menor de Congonhas, onde também foi nomeado “Sócio” do diretor.

Vida Acadêmica

Em 1950, foi chamado a Roma pelo Padre Gera Leonardo Buys, onde estudou História da Igreja na Universidade Gregoriana (Roma), defendendo, em maio de 1954, sua tese de doutorado. Quando voltou ao Brasil, veio para o Seminário da Floresta, em Juiz de Fora, onde deu aulas de várias disciplinas até 1969. Nesta época, a casa foi fechada e ele se tornou professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde lecionava História do Cristianismo.

Também foi professor da PUC do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, lecionando sobre História da Igreja no Brasil.

De 1969 até 1974, integrou-se às chamadas “novas comunidades vocacionais” (casas alugadas para vida em comunidade). Nesse período (1972) começou a participar do Centro de Estudos de História da Igreja Latino-Americana (CEHILA), de composição internacional.

Em 1974, veio para a Igreja da Glória e continuou, até 2003, ministrando cursos esporádicos de História, como o de Ilhéus (BA), que acontecia uma vez ao ano, durante três semanas. Ao longo dos últimos 24 anos, também atuou na formação dos filósofos; foi reitor do Seminário da Floresta e da Igreja da Glória. Sempre lembrado por sua intensa participação em acampamentos (principalmente com os seminaristas redentoristas) e no Grupo de Escoteiros Alvorada (desde 1962).

Escotismo

Dedicou grande parte de sua vida à causa Escoteira.

Comissário Nacional de Adestramento

Escoteiro Chefe da União dos Escoteiros do Brasil 1992-1993

Tapir de Prata

Agraciado com o Tapir de Prata em 1990, mais alta comenda dos Escoteiros do Brasil.

Reconhecimento

Padre João também participou do Rotary (desde 1997), e era membro do Instituto Histórico São Tomás de Aquino, em Juiz de Fora. Recebeu os títulos de “Cidadão Honorário de Juiz de Fora” (1988), “Comenda Henrique Guilherme Fernando Halfeld” (1992) e “Comenda Benjamin Colucci” (2003), outorgada pela Ordem dos Advogados do Brasil.