José Spina, uma das maiores lideranças do Movimento Escoteiro Paulista e Brasileiro.
Escotismo
1944 - responsável pelo convite ao Carajás para se filiar a Associação de Escoteiros Paulistas (antigos Boys Scouts Paulistas)
1944 - Diretor Escola de Chefes.
Texto Revista Sempre Alerta Nov-Dez 1954
Texto elaborado por José Spina relatando o sucesso do Acampamento Internacional de Patrulhas (AIP 1954):
Todos os toques no Acampamento foram dados pelo sino do glorioso couraçado “São Paulo”. Era ao toque das badaladas dêste Sino, que subiam e desciam na Arena as bandeiras das Nações representadas. O sino, oferecido aos Escoteiros, tem tradições gloriosas para São Paulo e tem também tradições Escoteiras. Estas são resumidas assim no “A. P. .”, jornal de Campo do Acampamento:[1]
1907 — Roberto Baden-Powell, com alguns filhos de seus amigos, acampa pela primeira vez na Ilha de Brownsea.
Alongando a vista, pela neblina do estuário, vê-se num estaleiro o esqueleto de um gigante de aço. Passeiam pelos andaimes jovens oficiais brasileiros que acompanham a construção do maior couraçado da época o “São Paulo”.
Estes oficiais, entre o ferro em braza dos rebites que vão sendo cravados e a faina que ia pelo estaleiro, observam curiososa passagem dos meninos do jovem general, heroí e Mafeking.
1908 - Cresceu o "São Paulo" - cresceu o movimento escoteiro.
1909 — Ainda no tombadilho incompleto, já decidiram os seus oficiais orgami escotismo na sua terra.
1910 — A proa do couraçado gigante corta as águas apontando para o Brasil sua viagem inaugural. Segue no seu bojo também, o ideal de Baden-Powell.
O sino de bordo lembra, em seus quartos a promessa de fundar-se o movimento no outro lado do Atlântico, o que é feito logo depois da chegada. Desta pequena iniciativa traduziu-se o movimento organizado em 1914, em São Paula, que marcou o início oficial do escotismo em nossa terra.
1954 — Interlagos, planalto de Piratininga...
Numa arena regurgitando de jovens de todo o Brasil, de todas as América e de paises longiquos, quando sobrem as bandeiras nacionais, vibra novamente o bronze daquele mesmo sino qie, com a mesma idade, vira nascer o Escotismo em Brownsea.
Carta de José Spina 4/08/1989
Muito falamos de Malempré, Bastos e Lorena mas, qual era a verdadeira força que caracterizava o cerne dessa árvore frondosa que abrigava em sua sombra e aliemntava com seus frutos o ideal e os benefícios da escola de BadenPowell?
Malempré era o exemplo de cidadão perfeito, que todos procuravam seguir, mas seu entusiasmo e donamismo seria suficientes para obra daquele vulto.?
Certamente não! O que garantiu a continuidade, promovei o desenvolvimento e aplicou o método escoteiro para o preparo das centenas de jovens que passsaram pelos nossos grupos, foram seus CHEFES!
Volvendo os olhos para o passado em conjunto, o que vemos sào nucleos fervendo de entusiasmo, impulsionado pelo chefe dedicado e querido por cada escoteiro.
Que alguém mais frio enfrente esta tarefa. Para mim, volver a esse passado heroico e saudade faz brotar uma umidade nos cantos dos olhos...[2]
Referências
- ↑ Revista Sempre Alerta, Nov-Dez 1954 - Acervo do GE Carajás
- ↑ Site GESP: http://anterior.gesp.com.br/index.php/museu-virtual/docs-historicos