No Brasil, o primeiro curso de Insígnia da Madeira (IM) foi organizado a pedido da UEB por dirigentes da Associação de Escoteiros São Paulo (hoje GESP 01/SP) No período de 9 a 20 de julho de 1949, no campo-escola Fernando Costa, no Horto Florestal em São Paulo.

Curso

Local

Campo Escola Fernando Costa – Horto Florestal da Cantareira – SP

Diretor

DCC Salvador Fernandez Bertrand(Cuba) – 9 a 20 de julho de 1949

Equipe

José Spina – Major Léo Borges Fortes – Eugen Pfister – Gelmirez de MelloJoão MósJurucey Pucu de AguiarOrestes Pero e Douglas Arcuri.

1o Curso de Insígnia de Madeira do Brasil

Participantes

Em pé: Sidor Antonio Schuck – Arlindo Ivo da Costa – João Ribeiro dos Santos (RJ) – Gelmirez de Mello(RJ) – Mario San Martin(Bolivia) – Nilton Beck – Antonio Castanheiro da Purificação – Luiz Sodré – Antolin Miqueles(Chile) – José de Araújo Filho – Levino Jungers – Friedrich Georg Adloff – e Neftali Dias Pizarro (Chile).

Fila central sentados: Odyr Pinto – Moacyr Pacheco Pereira – João Batista da Silva – Eugen Emil Pfister (SP) – Salvador Fernandez BertrándJosé Spina(SP) – Léo Borges Fortes(RJ) – Jócio Caldeira de Andrade – Geraldo Hugo Nunes (RJ) e Raoul Terán(Bolivia).

Primeira fila sentados: Carlos de Carvalho Mota – Kleber Penha Brasil – João Fernandes Brito – Ary Poubel Vidaurres – José Eduardo de Moraes Melo – Orestes Pero (SP) – José Mariotto Ferreira – João Mós(SP) – Antonio Rocha Lima e Pranas Jonas Mazetis

História

A Troca de correspondências entre o Boy Scouts International Bureau e a UEB, previamente ao evento foi intensa. Já em 24 de abril, o Chefe Léo Borges Fortes em ofício para o Sr. R.T. Lund (de Londres), faz referência a cartas sobre o assunto enviadas nos dias 10 e 18, além de outras duas recebidas nos dias 12 do mesmo mês e 5 do seguinte. No ofício do dia 10 são enviadas solicitações e anexos com o objetivo de trazer o esquema de formação da Insígnia da Madeira para o Brasil, fazendo com que nosso país conseguisse auto-suficiência nos cursos, além de tê-los reconhecidos pelos padrões de Gilwell.[1]

Em 18 de maio, John Skinner Wilson remeteu finalmente a autorização formal para a realização do curso, além de convidar as associações nacionais da Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Venezuela. Por decorrência dos convites, a Associacion Scout de Chile envia os Chefes Neftali Diaz e Antolin Miqueles como representantes. Posteriormente, Léo Borges Fortes afirma que estes dois chefes causaram excelente impressão, deixando aqui muitas saudades e boas amizades. Manifestava, ainda, a esperança de que houvesse maior aproximação entre o escotismo brasileiro e o chileno.

Mais que desejo, aquelas palavras encerravam uma profecia, pois já no primeiro curso realizado no Chile, um brasileiro fazia parte da equipe dirigente. No segundo curso, o diretor era um brasileiro.

Cursantes Estrangeiros

Em 18 de maio, John Skinner Wilson remeteu finalmente a autorização formal para a realização do curso, além de convidar as associações nacionais da Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Venezuela. Por decorrência dos convites, a Associacion Scout de Chile envia os Chefes Neftali Diaz e Antolin Miqueles como representantes.

Participaram também daquele primeiro curso no Brasil outros dois estrangeiros, oriundos da Scouts de Bolívia: os senhores Mário San Martin e Raoul A. Terán. Os outros 29 alunos eram brasileiros vindos do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, divididos pelas patrulhas pica-pau, pombo, touro e lobos.

Direção do Curso

O sucesso daquele curso, motivou seu diretor, Salvador Fernandez Bertrán, a publicar na revista Alerta !, em outubro de 1949, o relatório detalhado do curso. Vale destacar algumas passagens:

"O primeiro curso da Insígnia de Madeira sul-americano realizou-se no mês de julho passado, nos dias compreendidos entre 9 e 20, inclusive, e o cenário onde se desenvolveram suas atividades está encravado numa extensa zona, verdadeira reserva de bosques quase impenetráveis aos raios de sol e com grande quantidade de animais selvagens, em sua maioria perigosos, inclusive as temíveis cobras.(...) As quatro patrulhas que formavam o curso acamparam à distancia de uns cinqüenta metros umas das outras, conservando-se eqüidistantes do campo central, único local descampado, não existindo nenhuma visibilidade entre elas (...). No dia 18 de julho, em que começava a excursão de Primeira Classe, começou a chover e dava pena ver como estes valentes rapazes (?) partiram sem se imutarem debaixo de um torrencial e copioso aguaceiro tropical. Como compensação, o dia 19, foi de um magnífico sol." A implantação da infra estrutura e organização prévia do curso ficou a cargo dos Chefes Jurucey Pucu de Aguiar e Orestes Pero, de São Paulo. Os ajudantes no curso propriamente dito, na ordem que assumiram responsabilidades, foram:  José Spina, Presidente da Associação de Escoteiros de São Paulo; Major Léo Borges Fortes, Comissário Internacional da União dos Escoteiros do Brasil; Eugen Emil Pfister, Mestre Pioneiro com uma larga e sólida experiência no Escotismo. Ainda na palavra do Chefe Salvador, "dois Pioneiros será sempre grato lembrar: Douglas José Arcuri e Gerson Viana. Foram os pilares em que descansou toda nossa responsabilidade" .

Além dos ajudantes em caráter permanente anteriormente mencionados, duas pessoas mais participaram no decorrer do curso, a saber: Gelmirez de Melo, (Comissário Técnico Geral da Federação dos Escoteiros do Mar), e João Mós (Diretor do Campo - Escola Nacional de Itatiaia).

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Referências