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Em 25 de setembro de 1916 é fundado a Associação Escoteira Guilermina Guinle, no Fluminense Futebol Clube, no Rio de Janeiro. A Diretoria do Fluminense FC aprovou a criação de sua Seção de Escotismo, dirigida pelo Capitão Paes Brasil, sendo em 1921, substituído pelo instrutor remunerado A.K. Jansen. [[File:Logo GE 01-RJ.jpg|thumb|Logo do Grupo Escoteiro JoãoRibeiro dos Santos 01/RJ]] | Em 25 de setembro de 1916 é fundado a Associação Escoteira Guilermina Guinle, no Fluminense Futebol Clube, no Rio de Janeiro. A Diretoria do Fluminense FC aprovou a criação de sua Seção de Escotismo, dirigida pelo Capitão Paes Brasil, sendo em 1921, substituído pelo instrutor remunerado A.K. Jansen. O Grupo mudou de nome para GE Ipiranga e em adotou, em homenagem ao Dr. [[João Ribeiro dos Santos]], o nome de seu antigo Chefe de Grupo. [[File:Logo GE 01-RJ.jpg|thumb|Logo do Grupo Escoteiro JoãoRibeiro dos Santos 01/RJ]] | ||
== Fundação == | == Fundação == | ||
Em ata da Diretoria de | Em ata da Diretoria do Fluminense Futebol Clube, de 25 de fevereiro de 1916<ref name=":0">Site antigo GE João Ribeiro dos Santos - https://1gejrs.wixsite.com/grupo-escoteiro/about_us</ref> é autorizada a criação de uma Seção de Escotismo, dirigida pelo Capitão Paes Brasil. | ||
Em 1916, Arnaldo Guinle e Mario Pollo, escreveram e editaram, no mesmo ano, “O Livro do Escoteiro” com introdução de Olavo Bilac e Coelho Neto, o que se constituiu no primeiro Manual Escoteiro editado no Brasil e reeditado em 1922 pela Imprensa Nacional. | com escoteiros e escoteiras com ativa participação de Guilhermina Guinle, Arnaldo Guinle, D. [[Jerônyma Mesquita - Fundadora Movimento Bandeirante|Jerônyma Mesquita]] e Mário Pollo, jornalista do Correio da Manhã. Posteriormente o Ge passa a se chamar Ipiranga e, hoje, João Ribeiro dos Santos. | ||
Em 1916, Arnaldo Guinle e Mario Pollo, escreveram e editaram, no mesmo ano, “O Livro do Escoteiro” com introdução de Olavo Bilac e Coelho Neto, o que se constituiu no primeiro Manual Escoteiro editado no Brasil e reeditado em 1922 pela Imprensa Nacional. Durante muitos anos a seção de escotismo recebeu da Família Guinle, uma doação mensal de 2:000$000, que foi mantida pelo Clube, após o falecimento da Senhora Guilhermina Guinle. | |||
== Anos 1920 == | == Anos 1920 == | ||
Desde 1925, os escoteiros participavam das atividades oficiais do Clube e cooperavam na campanha de brinquedos para o Natal da Criança Pobre, sendo que em 1934, funcionou uma oficina de brinquedos na seção de escotismo, que produziu mais de 2 mil unidades. | Em 1921 o Capitão Paes Brasil foi substituído pelo instrutor remunerado A.K. Jansen. Em 13 de maio de 1921, esta seção tinha 49 escoteiros divididos em três patrulhas: Laranjeiras, Botafogo e Leme. Em 1925 a seção alcançou um efetivo de 391 escoteiros. Desde 1925, os escoteiros participavam das atividades oficiais do Clube e cooperavam na campanha de brinquedos para o Natal da Criança Pobre, sendo que em 1934, funcionou uma oficina de brinquedos na seção de escotismo, que produziu mais de 2 mil unidades. | ||
== Anos 1940 == | == Anos 1940 == | ||
Em 1940, pelo Decreto-Lei 2028, foram extintos os Grupos Escoteiros em todo o Brasil, surgindo em seu lugar os Centros Cívicos. O do Fluminense, denominou-se "Centro Cívico da Juventude Brasileira". | |||
No dia 6 de setembro de 1942 foi restabelecido o Escotismo no Fluminense, com a criação da "Associação Escoteira Guilhermina Guinle" (AEGG).<ref name=":0" /> | |||
Nesta nova fase, ao assumir a Chefia do Escotismo, João Ribeiro dos Santos implantou uma filosofia educacional com maior participação dos jovens, desenvolvendo responsabilidade e liderança, em vez da ênfase paramilitar, que era muito freqüente nos outros grupos da época. | |||
== Criação do Ramo Senior == | |||
No começo da década de 1940, solicita à [[União dos Escoteiros do Brasil]], a criação de um novo ramo para os jovens de 15 a 18 anos, em face da diferença de interesses dessa faixa etária em relação aos escoteiros mais novos, (o ramo escoteiro atendia jovens de 11 a 18 anos). Dessa forma, a Associação Escoteira Guilhermina Guinle se torna a primeira no Brasil, a ter uma Tropa Sênior oficialmente aberta em 20 de novembro de 1945. | |||
== Anos 1960 == | |||
Em virtude da não aprovação da mudança nos Estatutos do Fluminense Futebol Clube no que se referia aos sócios escoteiros, João Ribeiro dos Santos pediu demissão da Chefia do Grupo, no que foi seguido por todos os Chefes e alguns antigos escoteiros. | |||
Em reunião com alguns antigos escoteiros, deliberou-se pela criação de um novo Grupo, cuja chefia geral foi recusada por João Ribeiro dos Santos, pois não queria fazer concorrência ao Grupo patrocinado pelo Fluminense. | |||
As chefias das seções, juntamente com o antigo escoteiro Mauro Galliez, traçaram os planos do novo "Grupo Escoteiro Ipiranga", cuja data de fundação foi escolhida como sendo 18 de junho de 1964, por ser a data do aniversário de João Ribeiro dos Santos, e obtiveram autorização de funcionamento no pátio da sede da IVa Região Administrativa de Botafogo, na Rua Pinheiro Machado 36, onde mais tarde, com projeto de Wit Prochnik e colaboração de Theodoro Schmidt, ambos antigos escoteiros, foi construída e inaugurada em 12 de novembro de 1966, uma sede para o grupo. | |||
Em 1969, o Grupo Escoteiro Ipiranga, que recebera da Região do Estado da Guanabara, na sua fundação, o numeral 146, foi reconhecido pela União dos Escoteiros do Brasil, como continuidade do 1o Grupo Escoteiro Guilhermina Guinle, por ter as Chefias e a maioria absoluta dos escoteiros remanescentes dele, passando a denominar-se 1o Grupo Escoteiro Ipiranga. Em março de 1970, com a morte de João Ribeiro dos Santos, foi proposta à Direção do Grupo, a mudança do nome para àquele que sempre foi o seu Chefe Maior. Tendo sido a troca aprovada pela Assembléia do Grupo, foi feita a averbação da mudança do nome no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, com a nova denominação: "Grupo Escoteiro João Ribeiro dos Santos". | |||
== João Ribeiro dos Santos == | |||
Em março de 1970, com a morte de João Ribeiro dos Santos, foi proposta à Direção do Grupo, a mudança do nome para àquele que sempre foi o seu Chefe Maior. Tendo sido a troca aprovada pela Assembléia do Grupo, foi feita a averbação da mudança do nome no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, com a nova denominação: "Grupo Escoteiro João Ribeiro dos Santos". | |||
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Instagram - https://www.instagram.com/grupoescoteirojoaoribeiro.1rj/ | Instagram - https://www.instagram.com/grupoescoteirojoaoribeiro.1rj/ | ||
== Referências == | |||
Edição das 13h26min de 3 de outubro de 2025
Em 25 de setembro de 1916 é fundado a Associação Escoteira Guilermina Guinle, no Fluminense Futebol Clube, no Rio de Janeiro. A Diretoria do Fluminense FC aprovou a criação de sua Seção de Escotismo, dirigida pelo Capitão Paes Brasil, sendo em 1921, substituído pelo instrutor remunerado A.K. Jansen. O Grupo mudou de nome para GE Ipiranga e em adotou, em homenagem ao Dr. João Ribeiro dos Santos, o nome de seu antigo Chefe de Grupo.

Fundação
Em ata da Diretoria do Fluminense Futebol Clube, de 25 de fevereiro de 1916[1] é autorizada a criação de uma Seção de Escotismo, dirigida pelo Capitão Paes Brasil.
com escoteiros e escoteiras com ativa participação de Guilhermina Guinle, Arnaldo Guinle, D. Jerônyma Mesquita e Mário Pollo, jornalista do Correio da Manhã. Posteriormente o Ge passa a se chamar Ipiranga e, hoje, João Ribeiro dos Santos.
Em 1916, Arnaldo Guinle e Mario Pollo, escreveram e editaram, no mesmo ano, “O Livro do Escoteiro” com introdução de Olavo Bilac e Coelho Neto, o que se constituiu no primeiro Manual Escoteiro editado no Brasil e reeditado em 1922 pela Imprensa Nacional. Durante muitos anos a seção de escotismo recebeu da Família Guinle, uma doação mensal de 2:000$000, que foi mantida pelo Clube, após o falecimento da Senhora Guilhermina Guinle.
Anos 1920
Em 1921 o Capitão Paes Brasil foi substituído pelo instrutor remunerado A.K. Jansen. Em 13 de maio de 1921, esta seção tinha 49 escoteiros divididos em três patrulhas: Laranjeiras, Botafogo e Leme. Em 1925 a seção alcançou um efetivo de 391 escoteiros. Desde 1925, os escoteiros participavam das atividades oficiais do Clube e cooperavam na campanha de brinquedos para o Natal da Criança Pobre, sendo que em 1934, funcionou uma oficina de brinquedos na seção de escotismo, que produziu mais de 2 mil unidades.
Anos 1940
Em 1940, pelo Decreto-Lei 2028, foram extintos os Grupos Escoteiros em todo o Brasil, surgindo em seu lugar os Centros Cívicos. O do Fluminense, denominou-se "Centro Cívico da Juventude Brasileira".
No dia 6 de setembro de 1942 foi restabelecido o Escotismo no Fluminense, com a criação da "Associação Escoteira Guilhermina Guinle" (AEGG).[1]
Nesta nova fase, ao assumir a Chefia do Escotismo, João Ribeiro dos Santos implantou uma filosofia educacional com maior participação dos jovens, desenvolvendo responsabilidade e liderança, em vez da ênfase paramilitar, que era muito freqüente nos outros grupos da época.
Criação do Ramo Senior
No começo da década de 1940, solicita à União dos Escoteiros do Brasil, a criação de um novo ramo para os jovens de 15 a 18 anos, em face da diferença de interesses dessa faixa etária em relação aos escoteiros mais novos, (o ramo escoteiro atendia jovens de 11 a 18 anos). Dessa forma, a Associação Escoteira Guilhermina Guinle se torna a primeira no Brasil, a ter uma Tropa Sênior oficialmente aberta em 20 de novembro de 1945.
Anos 1960
Em virtude da não aprovação da mudança nos Estatutos do Fluminense Futebol Clube no que se referia aos sócios escoteiros, João Ribeiro dos Santos pediu demissão da Chefia do Grupo, no que foi seguido por todos os Chefes e alguns antigos escoteiros.
Em reunião com alguns antigos escoteiros, deliberou-se pela criação de um novo Grupo, cuja chefia geral foi recusada por João Ribeiro dos Santos, pois não queria fazer concorrência ao Grupo patrocinado pelo Fluminense.
As chefias das seções, juntamente com o antigo escoteiro Mauro Galliez, traçaram os planos do novo "Grupo Escoteiro Ipiranga", cuja data de fundação foi escolhida como sendo 18 de junho de 1964, por ser a data do aniversário de João Ribeiro dos Santos, e obtiveram autorização de funcionamento no pátio da sede da IVa Região Administrativa de Botafogo, na Rua Pinheiro Machado 36, onde mais tarde, com projeto de Wit Prochnik e colaboração de Theodoro Schmidt, ambos antigos escoteiros, foi construída e inaugurada em 12 de novembro de 1966, uma sede para o grupo.
Em 1969, o Grupo Escoteiro Ipiranga, que recebera da Região do Estado da Guanabara, na sua fundação, o numeral 146, foi reconhecido pela União dos Escoteiros do Brasil, como continuidade do 1o Grupo Escoteiro Guilhermina Guinle, por ter as Chefias e a maioria absoluta dos escoteiros remanescentes dele, passando a denominar-se 1o Grupo Escoteiro Ipiranga. Em março de 1970, com a morte de João Ribeiro dos Santos, foi proposta à Direção do Grupo, a mudança do nome para àquele que sempre foi o seu Chefe Maior. Tendo sido a troca aprovada pela Assembléia do Grupo, foi feita a averbação da mudança do nome no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, com a nova denominação: "Grupo Escoteiro João Ribeiro dos Santos".
João Ribeiro dos Santos
Em março de 1970, com a morte de João Ribeiro dos Santos, foi proposta à Direção do Grupo, a mudança do nome para àquele que sempre foi o seu Chefe Maior. Tendo sido a troca aprovada pela Assembléia do Grupo, foi feita a averbação da mudança do nome no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, com a nova denominação: "Grupo Escoteiro João Ribeiro dos Santos".
Local da Sede
Colégio Miraflores — Rua das Laranjeiras 537 - Rio de Janeiro
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Referências
- ↑ 1.0 1.1 Site antigo GE João Ribeiro dos Santos - https://1gejrs.wixsite.com/grupo-escoteiro/about_us