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László Nagy

László Nagy foi um escritor, sociólogo, doutor em ciência política, historiador e dirigente escoteiro de origem suíço-húngaro. Nasceu em 2 de setembro de 1921, em Budapeste, Hungria. Posteriormente, tornou-se cidadão suíço. Faleceu em 18 de dezembro de 2009, em Genebra, Suíça, eixando esposa e três filhos. Serviu como Secretário-Geral da Organização Mundial do Movimento Escoteiro de 1º de maio de 1968 a 31 de outubro de 1988.

Formação

Chegou da Suiça em 1947 e posteriormente, tornou-se cidadão suíço. O Dr. Nagy foi sociólogo, historiador, ex-jornalista e autor de vários livros sobre política e Escotismo. Obteve mestrado em sociologia e direito e doutorado em ciência política.

Formado pela Escola de Administração de Empresas de Genebra, estudou por muitos anos com o professor Jean Piaget, o renomado psicólogo infantil. Iniciou sua vida profissional em 1955 aos 34 anos.

Mais tarde, tornou-se diretor do estudo e chefe do Departamento de Pesquisa e Documentação do mundialmente famoso Instituto de Pós-Graduação em Estudos Internacionais, em Genebra.

O Dr. Nagy também foi um renomado jornalista e autor. Atuou como Editor de Relações Exteriores da Gazette de Lausanne, na Suíça.

É reconhecido internacionalmente como uma autoridade nos problemas dos países da Europa Oriental e da África Subsaariana.

Escotismo

Ingressou no escotismo como jovem e seguindo mais tarde a dirigente escoteiro na Hungria. Um dos destaques de sua experiência foi a participação, então com 12 anos, no 4º Jamboree Mundial Escoteiro, realizado em Gödöllő, Hungria, em 1933, com a presença de quase 26.000 escoteiros.

Em 1965, o Dr. Nagy conduziu um estudo crítico de dois anos sobre o desenvolvimento do Escotismo em todo o mundo, financiado pela Fundação Ford[1]. Essas conclusões foram apresentadas na 26a Conferência Mundial Escoteira, em Idaho, EUA, em 1967.

O estudo conduzido pelo Nagy, foi o primeiro grande estudo global sobre escotismo. Uma grande quantidade de dados sobre escoteiros ao redor do mundo foi compilada, com extensas viagens internacionais e inúmeras entrevistas realizadas. No relatório, o Nagy analisou e definiu tanto os problemas quanto os pontos fortes do Movimento Escoteiro ao redor do mundo.

A Conferência Mundial Escoteira de 1967 aceitou o relatório de Nagy, com suas inúmeras recomendações para o aprimoramento e a reorganização da Organização Mundial do Movimento Escoteiro. A Conferência também aprovou a transferência do Escritório Mundial Escoteiro de Ottawa, Canadá, para Genebra, a partir de 1º de maio de 1968.

Secretário-Geral da WOSM

Em 1968, a Organização Mundial do Movimento Escoteiro convidou Nagy a implementar suas recomendações e o nomeou Secretário-Geral para um mandato de três anos, que foi posteriormente estendido para 20 anos, até 1988. Apesar dos recursos limitados, foi durante seu mandato como Secretário-Geral que o Escotismo Mundial expandiu-se enormemente. Seu sucesso deveu-se, em grande parte, à integração do desenvolvimento comunitário em seus programas, como forma de torná-los mais relevantes para as necessidades dos jovens em suas comunidades locais, nacionais e internacionais.

World Scout Foundation

Durante sua gestão como Secretário Geral foi criada a Fundação Escoteira Mundial (World scout Foundation), orgão que assumiu uma função estratégica para financiar projetos da WOSM.

Estratégias Mundiais

Os primeiros passos preliminares "Rumo a uma Estratégia para o Escotismo", que culminaram na adoção da declaração de missão em 1999 e da própria Estratégia em 2002, foram semeadas nesse mesmo período.[2]

Reconhecimento

1987 - Golden Pheasant Award (Japan)

Lobo de Bronze

Nagy foi condecorado com o Lobo de Bronze em 1977, a única distinção da Organização Mundial do Movimento Escoteiro, concedida pelo Comitê Escoteiro Mundial por serviços excepcionais ao Movimento Escoteiro Mundial.

Livros Escoteiros Publicados

Escreveu os seguintes livros:

  • 250 Milhões de Escoteiros, Fundação Escoteira Mundial e Editora Dartnell, 1a Ed. 1985, Original em Inglês, com tradução Francês. Espanhol, Português. Uma das principais referencias para entender o Escotismo do século XX.
  • L'art de rebondir: le tour de monde en 80 ans; 1a Edição 2003, sem tradução para o português ou inglês.

Le Scoutisme mondial. Un centenaire qui se porte bien; 1a Edição 2007. (Escotismo Mundial: Cem Anos e Ainda Forte)[3] sem tradução para o português ou inglês.[4]

250 Milhões de Escoteiros
Le Scoutisme Mondial, Un Centenaire que se porte bien

Referências

E. Vallory (2012), Escotismo Mundial: Educando para a Cidadania Global, Springer (org.), ISBN 1137012064, p. 33.