Carlos Borba nasceu no Rio de Janeiro a 30 de novembro de 1921 e passou a frequentar a tropa Araribóia em 1931, aos 10 anos, tropa que tinha sede na garagem de sua casa no bairro da Tijuca. Faleceu na manhã de 27 de janeiro de 2017, aos 86 anos, deixando sua amada esposa Ilma Terra Borba, filhos, muitos netos, bisnetos e admiradores. As honras fúnebres foram feitas pela Marinha do Brasil, por ordem do Comandante da Marinha, Alte-de-Esquadra, Eduardo Bacellar Ferreira, que foi escoteiro do 123ºGEMAR na época em que Carlos Borba fundou o grupo no Clube Naval. Foi um homem muito respeitado na Marinha do Brasil e no Movimento Escoteiro.[1]
Família
Seu pai, Bonifácio Borba, era Chefe na Federação Brasileira dos Escoteiros do Mar e levava sempre o filho para as atividades embarcadas. Bonifácio Borba também teve uma importante história no escotismo brasileiro.
Fundador Grupo Escoteiro do Mar Almirante Saldanha (123/RJ)
Em 15 de julho de 1962 fundou o Grupo Escoteiro do Mar Almirante Saldanha (123/RJ), no Departamento Náutico do Clube Naval Piraquê, permanecendo ligado ao seu grupo até o fim.[2]
Formação
Aluno do Colégio Militar fez o nível superior na Escola Naval formando-se Oficial Superior da Marinha do Brasil em 16 de julho de 1943 e foi um herói brasileiro na segunda guerra mundial.
Durante a Segunda Guerra Mundial esteve embarcado em navio da Esquadra Americana que transportava a Força Expedicionária Brasileira – FEB para a Itália.[3]
Entre 1962 e 1963, comandou o Centro de Instrução Almirante Marques de Leão (o Camaleão) e fundou seu núcleo de combate a incêndio após ter feito curso específico nos Estados Unidos.
Após entrar para a reserva na Marinha, foi diretor do Loyd Brasileiro (1970 a 1984), fazendo especialização no Japão.
Funções nos Escoteiros do Brasil - Região Rio de Janeiro
Foi Presidente da Região Escoteira do Rio de Janeiro a pedido do Velho Lobo (Almirante Benjamin Sodré) na década de 70, para organizar a Região após a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro.
Organizou a figura jurídica do Instituto Rumo ao Mar, um projeto da Coordenação da Modalidade do Mar para buscar embarcações.
Funções nos Escoteiros do Brasil
Desde os anos 90 até 2015, foi o Coordenador Nacional dos Escoteiros do Mar (CONAMAR), apoiando e organizando ajuris nacionais e regionais do Rio de Janeiro, lutando pela manutenção das tradições do escotismo do mar brasileiro e mantendo seu vínculo com a Marinha do Brasil.
Centro Cultural do Movimento Escoteiro - CCME
Durante 20 anos, nas décadas de 80, 90 e 2000 presidiu o CCME (Centro Cultural do Movimento Escoteiro) colocando-o em uma sede digna da sua importância, em espaço cedido pela Marinha do Brasil.
Reconhecimentos
- Na Marinha, recebeu a Medalha do Mérito Naval de Guerra 3 estrelas, a Medalha da Força Naval do Nordeste, a Ordem do Mérito Naval e a Medalha de Serviço Militar por Trinta anos.
- Recebeu do município de Niterói, onde residia há muitos anos, a Ordem do Mérito Araribóia.
- Em 2015, o GEMAR Almirante Saldanha (123/RJ), seu grupo escoteiro, o homenageou dando seu nome ao novo barco recebido em doação da Marinha.
Reconhecimento dos Escoteiros do Brasil
No Escotismo, foi agraciado com:
- Medalha de Bons Serviços Ouro,
- Comenda da Cruz de São Jorge,
- Medalha Tiradentes
Tapir de Prata
Em 1995, foi agraciado com o Tapir de Prata, a mais alta comenda dos Escoteiros do Brasil.
Referências
- ↑ Revista Memória Escoteira CCME no. 80 Ano XIII www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2021/08/Memória-Escoteira-n-80.pdf
- ↑ GEMAR 123/RJ: https://www.123gemar.org.br/historia
- ↑ Rumar: https://rumar.org.br/comandante-carlos-borba-fundador-e-presidente-do-rumar-ate-2016-falece-no-rj/