Movimento das Bandeirantes no Brasil

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O Movimento de Guias e Bandeirantes foram formados formalmente em 1910 por Robert Baden-Powell, com a ajuda de sua irmã Agnes Baden-Powell. Depois de seu casamento em 1912, sua esposa Olave Baden-Powell assumiu um papel de liderança no desenvolvimento de Guias e Bandeirantes. No Brasil o movimento recebeu o nome de Bandeirantes, hoje a Federação das Bandeirantes do Brasil, com sede no Rio de Janeiro, é filiada a WAGGGS (World Association of Girl Guides and Girl Scouts), entidade co-irmã da WOSM - World Organization of the Scout Movement. A WAGGS é uma associação mundial que apoia as organizações de Bandeirantismo em 150 países. Ela foi criada em 1928 em Parád, Hungria, e foi sediada em Londres, Inglaterra. Ela é contrapartida da Organização Mundial do Movimento Escoteiro (sigla do inglês WOSM). A WAGGGS está organizada em cinco regiões e opera cinco centros internacionais de orientação. Possui status de membro pleno no Fórum Europeu da Juventude (YFJ), que opera nas áreas Conselho da Europa e União Europeia trabalhando em estreita colaboração com esses órgãos.

Primordios do Movimento das Bandeirante (Girl Guides) no Brasil[1]

Em 1919 o cenário no Brasil era de pós-guerra – mudanças de costumes e valores propiciavam à mulher novas formas de se mostrar ao mundo. E o Movimento Bandeirante foi uma delas.

Através de uma carta enviada de Londres por Lady Baden-Powell, senhoras da alta sociedade carioca se organizaram e logo formaram o primeiro Conselho Diretor da Associação Girls Guides do Brasil – May e Alexander Mackenzie, Adéle Lynch, Anita Eugênio de Barros, Monsenhor Rangel e o Senador Mozart Lago foram alguns dos personagens que começaram a escrever esta história no Brasil.

Jerônyma Mesquita

Afirmam que o nome principal deste início foi o de Jerônyma Mesquita, nomeada a primeira comandante-chefe nacional. Enfermeira, atuou na Primeira Guerra Mundial, contribuiu para a fundação da Cruz Vermelha no país e em tantos outros movimentos de proteção e auxílio à mulher. Seu nome ainda hoje é vinculado às grandes correntes feministas desta fase no Brasil.

Por ter conhecido os Movimentos Escoteiro e Bandeirante enquanto estava em Londres, se empenhou nesta que era uma proposta pioneira no país pois “era quase um escândalo um grupo de mulheres se uniformizar e se reunir para atuar em um Movimento”(Jerônima Mesquita).

E foi Jerônima quem solicitou ao professor Jonathas Serrano um nome nacional às Girl Guides – e assim surge o nome Bandeirante. Pioneiras, desbravadoras, as que vão à frente e abrem caminhos, as Bandeirantes seguem a ideia original de BP (Guides também são aquelas que abrem caminhos para os outros).

Primeiras Bandeirantes

Em 13 de agosto de 1919, as onze primeiras Bandeirantes fazem a promessa no Brasil e assim começa a história de uma das mais antigas e respeitadas instituições de educação não-formal para crianças e jovens no país.

Crescimento

Os anos que se seguiram foram de consolidação do Bandeirantismo no Brasil. Respeitando as tradições da época, as Bandeirantes, mesmo querendo aprender sobre primeiros socorros, higiene infantil e cuidados com a casa, já participavam de acampamentos e da vida ao ar livre, quando partiam em acampamentos e atividades que desafiavam os modelos femininos exigidos pela sociedade.

Fatos pontuais e relevantes marcaram a história do MB (Movimento Bandeirante) nos primeiros 40 anos de história – a inauguração da primeira sede exclusivamente bandeirante em 1927; a realização da I Semana Bandeirante, em comemoração aos 10 anos de fundação do MB no Brasil em 1929; o primeiro Acampamento Nacional, em 1933; a ajuda aos náufragos da II Guerra Mundial entre 1942 e 1945; a realização da 16ª. Conferência Mundial em Petrópolis (Rio de Janeiro), em 1957; e em 19 de Março de 1959, com a presença do presidente da República, Juscelino Kubitschek, a inauguração da Sede Nacional das Bandeirantes do Brasil, em prédio doado pelo governo federal.

A partir da década de 60, constatou-se uma grande reformulação do MB nacional – “a Federação de Bandeirantes do Brasil foi pioneira em educação ambiental e trabalhos com comunidade realizados por jovens”. Porém, a mudança mais determinante foi o início do trabalho com a coeducação; em mais uma edição do Intercâmbio Nacional de Guias, realizado em Manaus, em 1969, os Guias prestaram serviços de saneamento, recreação infantil, saúde e alfabetização de crianças e adultos em associações de moradores – foi o primeiro evento Nacional com a participação de ambos os gêneros.

Guerras mundiais, preconceitos, mudanças na política, ditadura, discriminação – nada disso foi empecilho para o fortalecimento do Movimento no país. Mesmo com alguma variação no número do efetivo de Bandeirantes, o que se viu – e o que se constata ainda hoje – é um movimento forte, idôneo e um dos mais importantes aliados na educação de crianças e jovens brasileiros.

Em 2009 o Movimento Bandeirante completou 90 anos de fundação no Brasil e 100 anos de fundação no mundo – nesse tempo, muita coisa mudou: formas de trabalho, abrangência, projetos, mas a Missão do MB continua forte e inalterada: “Ajudar crianças, adolescentes e jovens a desenvolverem seu potencial máximo como responsáveis cidadãos do mundo”.

Movimento das Bandeirantes em São Paulo - Comunidade Britânica de São Paulo

Em 1923 foi fundada, em São Paulo, a primeira companhia de Girl Guides, ligadas às bandeirantes da Inglaterra e nela havia muitas estrangeiras. Em 1925 fundou-se o primeiro grupo das Brownies (fadas) e em 1940 já eram duas companhias de Girl Guides.

Em 1938, por decreto do então Presidente e ditador, Getúlio Vargas, os estrangeiros foram proibidos de se organizarem e então elas resolveram fundar uma Associação própria que depois, por causa de alguns problemas, pensaram em se juntar ao escotismo, mas estava muito difícil. Receberam então um convite da Federação de Bandeirantes do Brasil e fundaram o Distrito Piratininga.

Região São Paulo - FBB

No dia 19 de outubro de 1942 foi realizada (na Alameda Santos, 1405) a primeira reunião que deu iniciou à Região de São Paulo. As participantes formaram um grande círculo e cantaram o Hino Nacional e suas atividades, primeiramente, aconteciam em sedes cedidas e provisórias.

Nos anos 50 a sede regional se estabeleceu em seu primeiro imóvel próprio na Praça da República, nos anos 70 o imóvel foi vendido e a sede mudou-se para a Rua Marina Cintra em Pinheiros. Durante esse período, Oscar Americano doou para a região um terreno no Morumbi onde foi construída uma sede de apoio que depois foi alugada e a sede principal foi para a Avenida Rebouças, onde permaneceu por 20 anos. De 1995 a 2019, a sede esteve na Rua Ministro Sinésio Rocha na Vila Madalena. Após sua venda a sede passou um breve período no Conjunto Nacional na Avenida Paulista e agora voltamos para o bairro de Pinheiros, na Rua Irmão Lucas, 138.

Em 1942 vieram Bandeirantes do Rio de Janeiro para iniciar o Movimento em São Paulo. No começo eram quase só meninas de classe média alta e alta dos colégios religiosos. As Bandeirantes tinham sede na Igreja da Consolação e ali foi feita a primeira promessa de São Paulo. Depois foram para um andar no Mappin na Rua Xavier de Toledo (um andar quase que inteiramente vazio, onde deveria funcionar uma creche). O Movimento tinha uma forte influência da Igreja Católica – as bandeirantes participavam da missa mensal na Igreja da Consolação e entravam com bandeiras e cantavam durante o culto.

Dois distritos faziam parte da região: Piratininga e Santos e logo depois o Distrito Jaraguá e o Internacional (de bandeirantes estrangeiras). Em 1959 o Distrito Avanhandava passou a integrar o Movimento Bandeirante, eram Bandeirantes Israelitas que acabaram por mudar uma norma Bandeirante onde todas tinham que ser cristãs. Vários distritos começaram as ser aberto no interior: Campinas, Botucatu, Presidente Prudente.

Visita de Lady Baden-Powell ao Brasil 1959

Em 1959 Lady BP visitou o Brasil e veio a São Paulo por três dias, houve um grande evento no ginásio do Ibirapuera com a participação dos escoteiros. A região continuou crescendo e levando o Movimento Bandeirante por todo o estado de São Paulo.

Conexão com o Carajás

Acervo Carajás

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Referencias