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Atual 1o Grupo Escoteiro São Paulo, GESP, fundado em 23 de setembro de 1923. Com sua sede atual na R. Baetinga, 99 - Brooklin Novo, Estado de São Paulo. | Atual 1o Grupo Escoteiro São Paulo, GESP, fundado em 23 de setembro de 1923. Com sua sede atual na R. Baetinga, 99 - Brooklin Novo, Estado de São Paulo. | ||
== Primórdios do Escotismo em São Paulo == | |||
A primeira iniciativa de escotismo no país ocorreu por intermédio de oficiais da Marinha que após um contato com o movimento durante uma viagem à Inglaterra trouxeram ao Brasil uniformes e fundaram oficialmente em 17 de Abril de 1910 o “Centro de Boy Scouts do Brasil” na cidade do Rio de Janeiro. | |||
Em São Paulo surge em 1914 a primeira entidade escoteira de caráter nacional: a “Associação Brasileira de Escotismo (A.B.E), tendo como mentores Mário Sérgio Cardim, Júlio Mesquita e Olavo Bilac. Foi Mario Cardim que selecionou, dentre várias opções, a denominação “Escoteiro” e o lema “Sempre Alerta” traduzidos dos termos originais em inglês “Boy Scout” e “Be Prepared” respectivamente. Sob o comando de Mario Cardim a A.B.E se desenvolveu de forma rápida, irradiando para outros estados o movimento escoteiro. | |||
Apesar do sucesso, a iniciativa da A.B.E ainda estava muito distante dos princípios escoteiros concebidos por Lord Baden-Powell. Suas características eram fortemente ligadas ao militarismo e subvencionadas pelo estado. Consequentemente a fraternidade escoteira mundial ainda não reconhecia a iniciativa da A.B.E e tantas outras como escotismo. | |||
Em 1917 é fundada no Rio de Janeiro a “Associação de Escoteiros Católicos do Brasil” na paróquia de São João Baptista da Lagoa por iniciativa do monsenhor André Arcoverde, vigário daquela paróquia, Cônego Dr. Carlos Manso e os Srs. Edmundo E. Lynch, '''Rodolfo Malempré''' e o Dr. João Evangelista Peixoto Fortuna. Essa Associação foi a primeira iniciativa propriamente dita que seguia os princípios puros do escotismo, tanto que em 1921 foi reconhecida internacionalmente pela Organização Internacional Escoteira como a primeira e única entidade escoteira do país na época. | |||
== Origens == | == Origens == | ||
Rodolfo Malempré | No início da década de1920, '''Rodolfo Malempré''' muda-se do Rio de Janeiro para São Paulo onde liderou a organização das diversas iniciativas de escotismo em São Paulo com a fundação da "Boy Scouts Paulistas" em 23 de setembro de 1923 com a ajuda do monsenhor Francisco Bastos, vigário da Igreja da Consolação, numa dependência da mesma. | ||
Começa aqui a primeira iniciativa do verdadeiro escotismo em São Paulo, ligada a uma Associação reconhecida internacionalmente e que seguia todos os princípios concebidos por Lord Baden-Powell. | |||
== Personalidades do Grupo == | |||
* '''Rodolfo Malempré''', cidadão inglês que fundou um grupo em 1923, trazendo da Inglaterra a semente do escotismo puro, criado por Lord Robert Baden Powell; | |||
* Chefe José Spina, que nos deu uma grande contribuição técnica; | |||
* Chefe João Moss, que com seu apurado senso administrativo, não só cuidou da nossa organização, como se preocupou em deixar registrado passagens importantes da vida do nosso grupo. | |||
* Chefes Jorge Zeriberh Baer e Eugênio Pfister, que trabalharam muito no sentido de manter viva a chama do puro ideal escoteiro que sempre norteou a vida do nosso grupo. | |||
* [[Walter de Castro Schlithler|Walter Schlithler]] - escoteiro desde 1933 até sua morte. | |||
== Fundação == | == Fundação == | ||
Fundado em 1923 com o nome de Associação de Escoteiros Católicos, congregava àquela época, vários grupos denominados tribos, e com nomes indígenas, localizados em várias paróquias da cidade que lhe cediam espaço. Eu, por exemplo, pertencia à tribo Guarany, com sede na igreja de Santa Generosa. | Fundado em 1923 com o nome de Associação de Escoteiros Católicos, congregava àquela época, vários grupos denominados tribos, e com nomes indígenas, localizados em várias paróquias da cidade que lhe cediam espaço. Eu, por exemplo, pertencia à tribo Guarany, com sede na igreja de Santa Generosa. | ||
== Década de 1920 == | |||
=== Revolução 1924 === | |||
Na Revolução de 1924, fornece alimentação e alojamento à população flagelada pelos bombardeios, na sede da Consolação. | |||
Nos anos seguintes graças ao grande empenho de Rodolfo Malempré fundam-se novos núcleos, na maioria ligados à paroquias:''Consolação / São João Batista/ Santa Generosa (depois Guarany) / S. Antonio do Pari (depois Goytacazes)/ Saúde/ Freguesia do Ó (depois Tupy) / Santo Agostinho (depois Aymorés) / Nossa Senhora Auxiliadora (depois Guaycurus) / Campinas / Santos / Descalvado/ Carajás / Tamoyos.'' | |||
== Revolução Constitucionalista de 1932 == | == Revolução Constitucionalista de 1932 == | ||
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Por volta de 1930, para melhor caracterizar o trabalho de um escotismo puro, que era então desenvolvido no nosso grupo, os chefes decidiram mudar o nome da associação para “Boy Scouts Paulista”, continuando sua brilhante trajetória. | Por volta de 1930, para melhor caracterizar o trabalho de um escotismo puro, que era então desenvolvido no nosso grupo, os chefes decidiram mudar o nome da associação para “Boy Scouts Paulista”, continuando sua brilhante trajetória. | ||
== Década de | == Década de 1940 == | ||
Em 1940 o Estado Novo (Getúlio Vargas) cria a “Juventude Brasileira (de cunho fascista) e incorpora todas as organizações juvenis por decreto, inclusive o escotismo. A “Boy Scouts Paulistas”, então “Associação de Escoteiros São Paulo” devido a proibição de nomes estrangeiros se nega a participar de atividades com cunho político. A associação é fechada pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) - Seu chefe geral é detido e interrogado – Não fica preso por interferência de altas personalidades e dão-lhe liberdade condicional. | |||
Em 1941, para se adaptar aos regulamentos vigentes, passou a se chamar '''Associação de Escoteiros São Paulo''', e posteriormente, atendendo a instruções emanadas da União dos Escoteiros do Brasil, a se denominar Primeiro Grupo Escoteiro São Paulo; primeiro, naturalmente, devido a sua antigüidade no movimento. Este grupo atravessou estes anos e chegou até aqui portando uma admirável vitalidade, que pode ser constatada a qualquer momento. Isso pela simples razão de que nunca abdicou da sua obrigação de praticar o escotismo autêntico [[Baden-Powell]]. | Em 1941, para se adaptar aos regulamentos vigentes, passou a se chamar '''Associação de Escoteiros São Paulo''', e posteriormente, atendendo a instruções emanadas da União dos Escoteiros do Brasil, a se denominar Primeiro Grupo Escoteiro São Paulo; primeiro, naturalmente, devido a sua antigüidade no movimento. Este grupo atravessou estes anos e chegou até aqui portando uma admirável vitalidade, que pode ser constatada a qualquer momento. Isso pela simples razão de que nunca abdicou da sua obrigação de praticar o escotismo autêntico [[Baden-Powell]]. | ||
Durante os dois anos seguintes a Associação funciona na clandestinidade, os mais jovens foram dispensados, mantendo-se apenas os Pioneiros (Rovers-Scouts) e chefes que continuam a se reunir e acampar , usando os uniformes apenas no campo. | |||
Em 1942 a Associação é oficialmente reaberta a tem enorme influência regional, nacional e internacionalmente. Nessa época se destacam pelo apoio em diversas ações como: | |||
* Organização do 1º Curso da Insígnia da Madeira com a participação dos maiores dirigentes nacionais e de países vizinhos | |||
* Na implantação do esquema Internacional de adestramento de “Giwell Park” | |||
* Na formação da equipe nacional de adestramento os primeiros quatro diretores de cursos da Insígnia da Madeiram nomeados pelo “Bureau Internacional de Escotismo” e por Giwell, Centro Mundial de Adestramento são do Grupo | |||
* Chefes do grupo participam de cursos na Inglaterra e Estados Unidos | |||
* Um de nosso escotistas dirige cursos da Insígnia da Madeira e outros em diversos países da América Latina, inclusive na Jamaica e Estados Unidos | |||
== Tribu Guarani e Tribu Carajás (1944 a 1950) == | == Tribu Guarani e Tribu Carajás (1944 a 1950) == | ||
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Temos ainda o privilégio de ter um dos nossos chefes - Eugênio Pfister - convidado para ser o Executivo Nacional do Escotismo na Venezuela, onde realizou um trabalho profissional magnífico de recuperação do movimento escoteiro naquele país. | Temos ainda o privilégio de ter um dos nossos chefes - Eugênio Pfister - convidado para ser o Executivo Nacional do Escotismo na Venezuela, onde realizou um trabalho profissional magnífico de recuperação do movimento escoteiro naquele país. | ||
Em 1957 é aprovado por unanimidade o projeto de um de nossos escotistas chamado de "Adestramento" na III Conferência Escoteira Interamericana, em Cuba. Este projeto serviu para consolidar o Esquema Internacional de Adestramento de Chefes de Gilwell, na América Latina. | |||
No período de 1950 a 1961, escotistas da São Paulo, comissários nacionais, exercem forte influência na adoção do P.O.R. (Policy, OrganizationandRules), substituindo a colcha de retalhos que era o regulamento existente. Uma das consequências desta mudança foi a desagregação da Associação de Escoteiros São Paulo, os Grupos remanescentes se integram aos respectivos Distritos, e o Grupo Guarany, o mais antigo, fica com o nome e a incumbência de zelar por suas tradições passando a se chamar "1º Grupo Escoteiro São Paulo". | |||
== Sedes do GESP == | |||
* 1923 - Paróquia Igreja da Consolação | |||
* Rua Borges Lagoa, Vila Clementino | |||
* Em 1977 o Grupo transfere sua sede para um terreno no Brooklin Novo, espaço utilizado até os dias de hoje. | |||
== Linha do Tempo GESP == | |||
[[File:Linha do Tempo GESP.png|center|thumb|Linha do Tempo GESP]] | |||
[[Category: História da UEB]] | [[Category: História da UEB]] | ||
Edição das 19h54min de 1 de outubro de 2025
Atual 1o Grupo Escoteiro São Paulo, GESP, fundado em 23 de setembro de 1923. Com sua sede atual na R. Baetinga, 99 - Brooklin Novo, Estado de São Paulo.
Primórdios do Escotismo em São Paulo
A primeira iniciativa de escotismo no país ocorreu por intermédio de oficiais da Marinha que após um contato com o movimento durante uma viagem à Inglaterra trouxeram ao Brasil uniformes e fundaram oficialmente em 17 de Abril de 1910 o “Centro de Boy Scouts do Brasil” na cidade do Rio de Janeiro.
Em São Paulo surge em 1914 a primeira entidade escoteira de caráter nacional: a “Associação Brasileira de Escotismo (A.B.E), tendo como mentores Mário Sérgio Cardim, Júlio Mesquita e Olavo Bilac. Foi Mario Cardim que selecionou, dentre várias opções, a denominação “Escoteiro” e o lema “Sempre Alerta” traduzidos dos termos originais em inglês “Boy Scout” e “Be Prepared” respectivamente. Sob o comando de Mario Cardim a A.B.E se desenvolveu de forma rápida, irradiando para outros estados o movimento escoteiro.
Apesar do sucesso, a iniciativa da A.B.E ainda estava muito distante dos princípios escoteiros concebidos por Lord Baden-Powell. Suas características eram fortemente ligadas ao militarismo e subvencionadas pelo estado. Consequentemente a fraternidade escoteira mundial ainda não reconhecia a iniciativa da A.B.E e tantas outras como escotismo.
Em 1917 é fundada no Rio de Janeiro a “Associação de Escoteiros Católicos do Brasil” na paróquia de São João Baptista da Lagoa por iniciativa do monsenhor André Arcoverde, vigário daquela paróquia, Cônego Dr. Carlos Manso e os Srs. Edmundo E. Lynch, Rodolfo Malempré e o Dr. João Evangelista Peixoto Fortuna. Essa Associação foi a primeira iniciativa propriamente dita que seguia os princípios puros do escotismo, tanto que em 1921 foi reconhecida internacionalmente pela Organização Internacional Escoteira como a primeira e única entidade escoteira do país na época.
Origens
No início da década de1920, Rodolfo Malempré muda-se do Rio de Janeiro para São Paulo onde liderou a organização das diversas iniciativas de escotismo em São Paulo com a fundação da "Boy Scouts Paulistas" em 23 de setembro de 1923 com a ajuda do monsenhor Francisco Bastos, vigário da Igreja da Consolação, numa dependência da mesma.
Começa aqui a primeira iniciativa do verdadeiro escotismo em São Paulo, ligada a uma Associação reconhecida internacionalmente e que seguia todos os princípios concebidos por Lord Baden-Powell.
Personalidades do Grupo
- Rodolfo Malempré, cidadão inglês que fundou um grupo em 1923, trazendo da Inglaterra a semente do escotismo puro, criado por Lord Robert Baden Powell;
- Chefe José Spina, que nos deu uma grande contribuição técnica;
- Chefe João Moss, que com seu apurado senso administrativo, não só cuidou da nossa organização, como se preocupou em deixar registrado passagens importantes da vida do nosso grupo.
- Chefes Jorge Zeriberh Baer e Eugênio Pfister, que trabalharam muito no sentido de manter viva a chama do puro ideal escoteiro que sempre norteou a vida do nosso grupo.
- Walter Schlithler - escoteiro desde 1933 até sua morte.
Fundação
Fundado em 1923 com o nome de Associação de Escoteiros Católicos, congregava àquela época, vários grupos denominados tribos, e com nomes indígenas, localizados em várias paróquias da cidade que lhe cediam espaço. Eu, por exemplo, pertencia à tribo Guarany, com sede na igreja de Santa Generosa.
Década de 1920
Revolução 1924
Na Revolução de 1924, fornece alimentação e alojamento à população flagelada pelos bombardeios, na sede da Consolação.
Nos anos seguintes graças ao grande empenho de Rodolfo Malempré fundam-se novos núcleos, na maioria ligados à paroquias:Consolação / São João Batista/ Santa Generosa (depois Guarany) / S. Antonio do Pari (depois Goytacazes)/ Saúde/ Freguesia do Ó (depois Tupy) / Santo Agostinho (depois Aymorés) / Nossa Senhora Auxiliadora (depois Guaycurus) / Campinas / Santos / Descalvado/ Carajás / Tamoyos.
Revolução Constitucionalista de 1932
Em 1932, por ocasião da Revolução Constitucionalista, aderindo ao alto espírito cívico que predominava na época, o nosso grupo escoteiro se atira, de corpo e alma, no serviço à comunidade paulista. E, além de executar tarefas na cidade, decide mandar para o fronte de batalha seus chefes escoteiros maiores de 15 anos para servir nos hospitais de sangue, junto à Cruz Vermelha Brasileira.
Somente para ser ter uma idéia do trabalho realizado na ocasião, vou ler trecho do prefácio da 2ª edição, escrito pelo Chefe José Spina, do relatório do evento preparado pelo chefe João Moss, que foi enviado a Baden Powell, que respondeu congratulando-se com todos os membros do nosso grupo:
“As equipes da Cruz Vermelha, com suas divisões de especialistas em transportes, abastecimento, farmácia, medicina de campanha, etc.; gente de escol e altamente qualificada, como provaram do começo ao fim, julgaram aqueles meninos de calções curtos um estorvo”.
Todos pensaram assim, alguns mais francos disseram. Essa situação durou uma semana. Mais uma semana e passamos a ser tolerados para, em seguida, sermos considerados indispensáveis.
Década de 1930
Por volta de 1930, para melhor caracterizar o trabalho de um escotismo puro, que era então desenvolvido no nosso grupo, os chefes decidiram mudar o nome da associação para “Boy Scouts Paulista”, continuando sua brilhante trajetória.
Década de 1940
Em 1940 o Estado Novo (Getúlio Vargas) cria a “Juventude Brasileira (de cunho fascista) e incorpora todas as organizações juvenis por decreto, inclusive o escotismo. A “Boy Scouts Paulistas”, então “Associação de Escoteiros São Paulo” devido a proibição de nomes estrangeiros se nega a participar de atividades com cunho político. A associação é fechada pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) - Seu chefe geral é detido e interrogado – Não fica preso por interferência de altas personalidades e dão-lhe liberdade condicional.
Em 1941, para se adaptar aos regulamentos vigentes, passou a se chamar Associação de Escoteiros São Paulo, e posteriormente, atendendo a instruções emanadas da União dos Escoteiros do Brasil, a se denominar Primeiro Grupo Escoteiro São Paulo; primeiro, naturalmente, devido a sua antigüidade no movimento. Este grupo atravessou estes anos e chegou até aqui portando uma admirável vitalidade, que pode ser constatada a qualquer momento. Isso pela simples razão de que nunca abdicou da sua obrigação de praticar o escotismo autêntico Baden-Powell. Durante os dois anos seguintes a Associação funciona na clandestinidade, os mais jovens foram dispensados, mantendo-se apenas os Pioneiros (Rovers-Scouts) e chefes que continuam a se reunir e acampar , usando os uniformes apenas no campo. Em 1942 a Associação é oficialmente reaberta a tem enorme influência regional, nacional e internacionalmente. Nessa época se destacam pelo apoio em diversas ações como:
- Organização do 1º Curso da Insígnia da Madeira com a participação dos maiores dirigentes nacionais e de países vizinhos
- Na implantação do esquema Internacional de adestramento de “Giwell Park”
- Na formação da equipe nacional de adestramento os primeiros quatro diretores de cursos da Insígnia da Madeiram nomeados pelo “Bureau Internacional de Escotismo” e por Giwell, Centro Mundial de Adestramento são do Grupo
- Chefes do grupo participam de cursos na Inglaterra e Estados Unidos
- Um de nosso escotistas dirige cursos da Insígnia da Madeira e outros em diversos países da América Latina, inclusive na Jamaica e Estados Unidos
Tribu Guarani e Tribu Carajás (1944 a 1950)
Na segunda metade da década de 1940, os escoteiros inglês da Tribu Carajás (Grupo Carajás) foram convidados pelo Chefe Spina a se integrar a Associação Escoteira São Paulo, com seu desejo de se tornar um grupo escoteiro brasileiro. Desde longa data havia uma forte irmandade entre os dois grupos, atuaram em conjunto na Revolução de 1932.
Década de 1950
Além disso, em datas posteriores, o primeiro grupo contribuiu e muito, através do trabalho de seus chefes, para o desenvolvimento do escotismo nacional, participando de cargos em diversos escalões e tendo como destaque a elaboração e a direção do AIP 1954 Interlagos - Acampamento Internacional de Patrulhas, realizado em 1954, como parte das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo. A maior parte da equipe diretora do acampamento vinha dos quadros da Associação de Escoteiros São Paulo (Tribu Guarani e Carajás).
Destaca-se ainda a colaboração com o movimento internacional, auxiliando na implantação do curso de Insígnia de Madeira, que é a formação de chefes escoteiros pelo Bureau Mundial Escoteiro, tanto no Brasil como em outros países da América do Sul.
Temos ainda o privilégio de ter um dos nossos chefes - Eugênio Pfister - convidado para ser o Executivo Nacional do Escotismo na Venezuela, onde realizou um trabalho profissional magnífico de recuperação do movimento escoteiro naquele país.
Em 1957 é aprovado por unanimidade o projeto de um de nossos escotistas chamado de "Adestramento" na III Conferência Escoteira Interamericana, em Cuba. Este projeto serviu para consolidar o Esquema Internacional de Adestramento de Chefes de Gilwell, na América Latina.
No período de 1950 a 1961, escotistas da São Paulo, comissários nacionais, exercem forte influência na adoção do P.O.R. (Policy, OrganizationandRules), substituindo a colcha de retalhos que era o regulamento existente. Uma das consequências desta mudança foi a desagregação da Associação de Escoteiros São Paulo, os Grupos remanescentes se integram aos respectivos Distritos, e o Grupo Guarany, o mais antigo, fica com o nome e a incumbência de zelar por suas tradições passando a se chamar "1º Grupo Escoteiro São Paulo".
Sedes do GESP
- 1923 - Paróquia Igreja da Consolação
- Rua Borges Lagoa, Vila Clementino
- Em 1977 o Grupo transfere sua sede para um terreno no Brooklin Novo, espaço utilizado até os dias de hoje.
Linha do Tempo GESP
