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== Origens ==
== Origens ==
Rodolfo Malampré, cidadão inglês que fundou um grupo em 1923, trazendo da Inglaterra a semente do escotismo puro, criado por Lord Robert Baden Powell; chefe José Spina, que nos deu uma grande contribuição técnica; Chefe João Moss, que com seu apurado senso administrativo, não só cuidou da nossa organização, como se preocupou em deixar registrado passagens importantes da vida do nosso grupo. Também os chefes Jorge Zeriberh Baer e [[Eugênio Pfister]], que trabalharam muito no sentido de manter viva a chama do puro ideal escoteiro que sempre norteou a vida do nosso grupo.
Rodolfo Malempré, cidadão inglês que fundou um grupo em 1923, trazendo da Inglaterra a semente do escotismo puro, criado por Lord Robert Baden Powell; chefe José Spina, que nos deu uma grande contribuição técnica; Chefe João Moss, que com seu apurado senso administrativo, não só cuidou da nossa organização, como se preocupou em deixar registrado passagens importantes da vida do nosso grupo. Também os chefes Jorge Zeriberh Baer e Eugênio Pfister, que trabalharam muito no sentido de manter viva a chama do puro ideal escoteiro que sempre norteou a vida do nosso grupo.


Fui escolhido para falar sobre a história do grupo; não porque tenha tido uma atuação muito destacada, mas porque sou uma testemunha viva da sua longa existência, pois ingressei no Primeiro Grupo Escoteiro São Paulo em 1933. O Primeiro Grupo Escoteiro São Paulo tem realmente uma longa e respeitável história de serviços à comunidade, trabalhando na formação da juventude, através do método escoteiro de educação.
Fui escolhido para falar sobre a história do grupo; não porque tenha tido uma atuação muito destacada, mas porque sou uma testemunha viva da sua longa existência, pois ingressei no Primeiro Grupo Escoteiro São Paulo em 1933. O Primeiro Grupo Escoteiro São Paulo tem realmente uma longa e respeitável história de serviços à comunidade, trabalhando na formação da juventude, através do método escoteiro de educação.
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== Década de 1950 ==
== Década de 1950 ==
Além disso, em datas posteriores, o primeiro grupo contribuiu e muito, através do trabalho de seus chefes, para o desenvolvimento do escotismo nacional, participando de cargos em diversos escalões e tendo como destaque a elaboração e a direção do AIP 1954 - Acampamento Internacional de Patrulhas, realizado em 1954, como parte das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo. A maior parte da equipe diretora do acampamento vinha dos quadros da Associação de Escoteiros São Paulo (Tribu Guarani e Carajás).
Além disso, em datas posteriores, o primeiro grupo contribuiu e muito, através do trabalho de seus chefes, para o desenvolvimento do escotismo nacional, participando de cargos em diversos escalões e tendo como destaque a elaboração e a direção do [[AIP 1954 Interlagos]] - Acampamento Internacional de Patrulhas, realizado em 1954, como parte das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo. A maior parte da equipe diretora do acampamento vinha dos quadros da Associação de Escoteiros São Paulo (Tribu Guarani e Carajás).


Destaca-se ainda a colaboração com o movimento internacional, auxiliando na implantação do curso de Insígnia de Madeira, que é a formação de chefes escoteiros pelo Bureau Mundial Escoteiro, tanto no Brasil como em outros países da América do Sul.
Destaca-se ainda a colaboração com o movimento internacional, auxiliando na implantação do curso de Insígnia de Madeira, que é a formação de chefes escoteiros pelo Bureau Mundial Escoteiro, tanto no Brasil como em outros países da América do Sul.

Edição das 18h34min de 1 de outubro de 2025

Atual 1o Grupo Escoteiro São Paulo, GESP, fundado em 23 de setembro de 1923. Com sua sede atual na R. Baetinga, 99 - Brooklin Novo, Estado de São Paulo.

Origens

Rodolfo Malempré, cidadão inglês que fundou um grupo em 1923, trazendo da Inglaterra a semente do escotismo puro, criado por Lord Robert Baden Powell; chefe José Spina, que nos deu uma grande contribuição técnica; Chefe João Moss, que com seu apurado senso administrativo, não só cuidou da nossa organização, como se preocupou em deixar registrado passagens importantes da vida do nosso grupo. Também os chefes Jorge Zeriberh Baer e Eugênio Pfister, que trabalharam muito no sentido de manter viva a chama do puro ideal escoteiro que sempre norteou a vida do nosso grupo.

Fui escolhido para falar sobre a história do grupo; não porque tenha tido uma atuação muito destacada, mas porque sou uma testemunha viva da sua longa existência, pois ingressei no Primeiro Grupo Escoteiro São Paulo em 1933. O Primeiro Grupo Escoteiro São Paulo tem realmente uma longa e respeitável história de serviços à comunidade, trabalhando na formação da juventude, através do método escoteiro de educação.

Fundação

Fundado em 1923 com o nome de Associação de Escoteiros Católicos, congregava àquela época, vários grupos denominados tribos, e com nomes indígenas, localizados em várias paróquias da cidade que lhe cediam espaço. Eu, por exemplo, pertencia à tribo Guarany, com sede na igreja de Santa Generosa.

Revolução Constitucionalista de 1932

Em 1932, por ocasião da Revolução Constitucionalista, aderindo ao alto espírito cívico que predominava na época, o nosso grupo escoteiro se atira, de corpo e alma, no serviço à comunidade paulista. E, além de executar tarefas na cidade, decide mandar para o fronte de batalha seus chefes escoteiros maiores de 15 anos para servir nos hospitais de sangue, junto à Cruz Vermelha Brasileira.

Somente para ser ter uma idéia do trabalho realizado na ocasião, vou ler trecho do prefácio da 2ª edição, escrito pelo Chefe José Spina, do relatório do evento preparado pelo chefe João Moss, que foi enviado a Baden Powell, que respondeu congratulando-se com todos os membros do nosso grupo:

“As equipes da Cruz Vermelha, com suas divisões de especialistas em transportes, abastecimento, farmácia, medicina de campanha, etc.; gente de escol e altamente qualificada, como provaram do começo ao fim, julgaram aqueles meninos de calções curtos um estorvo”.

Todos pensaram assim, alguns mais francos disseram. Essa situação durou uma semana. Mais uma semana e passamos a ser tolerados para, em seguida, sermos considerados indispensáveis.

Década de 1930

Por volta de 1930, para melhor caracterizar o trabalho de um escotismo puro, que era então desenvolvido no nosso grupo, os chefes decidiram mudar o nome da associação para “Boy Scouts Paulista”, continuando sua brilhante trajetória.

Década de 1941

Em 1941, para se adaptar aos regulamentos vigentes, passou a se chamar Associação de Escoteiros São Paulo, e posteriormente, atendendo a instruções emanadas da União dos Escoteiros do Brasil, a se denominar Primeiro Grupo Escoteiro São Paulo; primeiro, naturalmente, devido a sua antigüidade no movimento. Este grupo atravessou estes anos e chegou até aqui portando uma admirável vitalidade, que pode ser constatada a qualquer momento. Isso pela simples razão de que nunca abdicou da sua obrigação de praticar o escotismo autêntico Baden-Powell.

Tribu Guarani e Tribu Carajás (1944 a 1950)

Na segunda metade da década de 1940, os escoteiros inglês da Tribu Carajás (Grupo Carajás) foram convidados pelo Chefe Spina a se integrar a Associação Escoteira São Paulo, com seu desejo de se tornar um grupo escoteiro brasileiro. Desde longa data havia uma forte irmandade entre os dois grupos, atuaram em conjunto na Revolução de 1932.

Década de 1950

Além disso, em datas posteriores, o primeiro grupo contribuiu e muito, através do trabalho de seus chefes, para o desenvolvimento do escotismo nacional, participando de cargos em diversos escalões e tendo como destaque a elaboração e a direção do AIP 1954 Interlagos - Acampamento Internacional de Patrulhas, realizado em 1954, como parte das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo. A maior parte da equipe diretora do acampamento vinha dos quadros da Associação de Escoteiros São Paulo (Tribu Guarani e Carajás).

Destaca-se ainda a colaboração com o movimento internacional, auxiliando na implantação do curso de Insígnia de Madeira, que é a formação de chefes escoteiros pelo Bureau Mundial Escoteiro, tanto no Brasil como em outros países da América do Sul.

Temos ainda o privilégio de ter um dos nossos chefes - Eugênio Pfister - convidado para ser o Executivo Nacional do Escotismo na Venezuela, onde realizou um trabalho profissional magnífico de recuperação do movimento escoteiro naquele país.